
Quando era pequena, ai com os meus três/quatro, sabia que o mundo dos meus pais girava em torno de mim. Filha única, neta única ... não havia quem me dissesse que não. No entanto, e de acordo com o que pregam os meus pais não fazia birras... os meus passeios no Sábado à tarde culminavam com aquilo que considerava o néctar da vida na altura, um novo (com sorte uns novos) livro de história... e recordo me que esperava com grande expectativa que a minha mãe se aproximasse da minha cama para mos ler. Um olhar tímido para as prateleiras, um brilho nos olhos por cada capa que passava nos dedos de minha mãe, mas birras... nunca!
Não tive a mesma sorte com a minha filhota. Filha única e a menina dos olhos dos quatro extremosos avós não tem qualquer problema em dizer "a Mimi quer". O pior... ela tem!!!
Levei um ano a aperfeiçoar a arte de dizer "Não" e vou levar uns tantos mais para me recompor psicologicamente deste processo.
A arte de embirrar ou de fazer birra implica colocar uma expressão deveras mimosa, um beicinho e amenizar o tom de voz enquanto se pronunciam as seguintes terríveis sílabas eu-que-ro !!! Após um não... segue-se o mergulho livre para o chão, o espernear , o chorar e o gritar... Nunca, mas nunca grite mais alto do que o seu filho... ficamos histéricos e se porventura o nosso parceiro estiver a nosso lado ele fica ainda mais histérico, e assim ficamos os três a ensaiar para um futuro na ópera.
Não compensa ceder à chantagem... nem que seja para vermos em paz o filme que alugamos nem faz uma hora ou para por em dia as telenovelas e pais... nem mesmo para ver futebol!!! Não cedam porque vai sair caro amanhã.
Deixe a criança gritar, chorar, espernear..."feche os olhos" até a birra passar. Não se martirize, espere que a criança se acalme e faça-lhe ver que se portou mal, castigue-a. Mande-a para o seu quarto de cama por alguns minutos, corte com a sobremesa, arrume o seu brinquedo preferido… lembre-se que é para o próprio bem da criança. Um “Não” soa melhor aos três ou aos quatro do que aos vinte…
Não tive a mesma sorte com a minha filhota. Filha única e a menina dos olhos dos quatro extremosos avós não tem qualquer problema em dizer "a Mimi quer". O pior... ela tem!!!
Levei um ano a aperfeiçoar a arte de dizer "Não" e vou levar uns tantos mais para me recompor psicologicamente deste processo.
A arte de embirrar ou de fazer birra implica colocar uma expressão deveras mimosa, um beicinho e amenizar o tom de voz enquanto se pronunciam as seguintes terríveis sílabas eu-que-ro !!! Após um não... segue-se o mergulho livre para o chão, o espernear , o chorar e o gritar... Nunca, mas nunca grite mais alto do que o seu filho... ficamos histéricos e se porventura o nosso parceiro estiver a nosso lado ele fica ainda mais histérico, e assim ficamos os três a ensaiar para um futuro na ópera.
Não compensa ceder à chantagem... nem que seja para vermos em paz o filme que alugamos nem faz uma hora ou para por em dia as telenovelas e pais... nem mesmo para ver futebol!!! Não cedam porque vai sair caro amanhã.
Deixe a criança gritar, chorar, espernear..."feche os olhos" até a birra passar. Não se martirize, espere que a criança se acalme e faça-lhe ver que se portou mal, castigue-a. Mande-a para o seu quarto de cama por alguns minutos, corte com a sobremesa, arrume o seu brinquedo preferido… lembre-se que é para o próprio bem da criança. Um “Não” soa melhor aos três ou aos quatro do que aos vinte…